terça-feira, 15 de abril de 2014

Não se enganem, ele é o "Inferno"!

— Juan falando... 
— Olá. — balbuciei, fingindo timidez. 
— Quem fala? — Sou eu. A. 
— Prazer em falar novamente com você, A. — enfatizou, parecia relaxado — Pensei que não teria um retorno seu. 
— Por que não retornaria Juan? 
— Você não pareceu muito à vontade comigo. Essa foi a primeira impressão que tive. 
— Se foi assim, por que então me deu seu cartão? 
— Porque sou um homem persistente e só saio de campo quando vejo que realmente não sou capaz de continuar na jogada. 
Ficamos em silêncio por alguns segundos e Juan resolveu quebrar o gelo perguntando: 
— Jantar hoje? 
Respondi: 
— Por que não? 
— A que horas e em que local devo lhe buscar? 
— Façamos assim, Juan... Encontremo-nos no lugar que você determinar. 
— Sou um cavalheiro a moda antiga, A., diga-me onde posso lhe buscar... 
Definitivamente, eu não poderia dizer onde morava. Então, tive que usar minha agilidade mental para bolar uma boa desculpa. 
— Estarei em frente ao Teatro Municipal de São Paulo. Preciso resolver algumas pendências próximas ao local no início da noite, mas serei breve. 
— Te encontrarei às 21h30min, ok? — ele informou o horário. 
— Ok, Juan. Até mais... 

(Capítulo 2 - Dia de Sorte)

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